Inscrições abertas para teste de seleção

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Hoje, indo para o trabalho, reparei num outdoor que dizia: "inscrições abertas para teste de seleção". Pois bem, essas seis palavrinhas me fizeram pensar numa coisa: qual é o real sentido desses mini vestibulares que as escolas privadas fazem para estudantes do ensino fundamental e médio?

Queria mesmo saber. E questiono porque na minha cabeça não faz muito sentido querer selecionar garotos e garotas quando vivemos num país onde menos de 10% da população consegue concluir um curso no ensino superior. Certo que as escolas podem justificar essas seleções afirmando que têm um critério de aprendizagem, que querem um perfil homogêneo de aluno ou coisas do tipo. Mas, na verdade, o que não se fala muito é que tudo isso objetiva criar uma verdadeira fábrica de pequenos gênios que, posteriormente, se trasformarão em números, estatísticas de aprovados nos vertibulares de verdade. Aí, elas mudam o slogan e dizem: "somos a escola que mais aprova".

Me revolta encarar um fato como esse e não poder muita coisa. Será mesmo que o grande interesse dessas instituições não é lucrar e lucrar em cima do talento de alguns desses selecionados. Por mim, as portas de cada escola ficariam abertas, sem teste algum, para que qualquer criança ou adolescente pudesse ter acesso a uma educação de verdade, uma educação inclusiva e não de exclusão, como esse processo seletivo propõe.

BdeCastro.

De novo e de novo e de novo...

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Leiam esse trecho de uma matéria da Globo:

"Ela só tem 14 anos, mas já está pronta para ganhar as passarelas internacionais. A modelo Carolliny Mendonça é a nova promessa brasileira no mundo da moda. A menina assinou contrato com a agência nova-iorquina Wilhelmina e viaja para os EUA em janeiro. Carolliny, que no Brasil é modelo da agência 40 Graus, mas não pode ainda desfilar seus 1,76m no país por causa da idade (aqui só a partir dos 16 anos, diferente das outras modelos nacionais) irá estrear no exterior para conquistar o território brasileiro".
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Nos últimos meses, quantas vezes você já ouviu essa conversa de que temos a mais nova promessa brasileira no mundo da moda!? Eu ouvi pelo menos umas três ou quatro...Toda semana é uma diferente.
A história se repete...mas que diferença isso faz mesmo!?

Imagem do desfile de Glória Coelho.

BdeCastro.

Mãos à obra(sil)

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Algo inédito acontece! Nesse segundo semestre, a Comissão de Orçamento do Congresso está realizando visitas às principais capitais de cada região do país para discutir a proposta orçamentária e o Plano Plurianual 2008-2011 com a população de cada cidade.

Quando essa caravana começou a rodar o Brasil, ouvi muita gente dizer que era mais uma maracutáia do Governo feita só pra enrolar o povo e fingir que as pessoas podiam influenciar as decisões federais. Pois bem, quero dizer que discordo desse tipo de comentário. Claro que não posso afirmar que não hajam interesses por trás disso, mas temos de dar o braço a torcer que essa foi uma iniciativa bem bacana.

Em cada cidade que chegava, a Comissão se propunha a receber sugestões e críticas de diversos setores da sociedade. Isso é importante, meu povo! Se todos clamam tanto pela tal democracia, que tal começarmos a fomentar ações como essa? Seria uma boa, não seria!?

Com projetos desse tipo, a população pode sim influenciar de alguma forma nas decisões governamentais. Basta querer! Então, vamos começar a nos engajar mais no campo político, entender as propostas, sugerir investimentos em áreas que consideremos relevantes. O que temos a perder com isso!? Muito pouco ou quase nada.
Mãos à obra, Brasil!

BdeCastro.

Simples assim...e não é slogan da "Oi".

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Curioso como a gente às vezes convive com determinadas palavras durante anos e não atenta pro significado delas. No fim da semana passada e no começo dessa, meu dicionário conheceu mais dois vocábulos: simba e sputnik. Você sabe o que esses dois termos significam?

O primeiro, tão massificado quando o filme O rei leão foi lançado, traduz exatamente o que se pretendeu transmitir com a película. Simba, num dos dialetos africanos, quer dizer leão. Nada mais óbvio, não é!? O segundo, conhecido como o programa que lançou o primeiro satélite artificial da Terra em 4 de outubro de 1957, significa amigo. Em russo, claro.

No auge dos meus poucos 20 anos, jamais tinha parado pra pensar nisso: duas palavras que foram tão repetidas e que refletem o simples objetivo ao qual foram propostas.
Simples assim!
Vivendo e aprendendo!
Então: até mais, sputnik!
;~~

BdeCastro.

Família desustruturada = garota amargurada

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Quero ocupar o espaço deste blog hoje para falar de um assunto que muito me preocupa: a formação familiar. E toco nesse assunto não por acaso. Ontem, depois de chegar do trabalho, presenciei (pelo menos auditivamente) uma discussão entre mãe, filhas e pai, vizinhos lá de casa. Acho que nunca ouvi tantos absurdos num período tão curto de tempo.

Só para você entender: a família começou a ficar emocionalmente desestabilizada depois que a mãe perdeu um filho recém-nascido há alguns anos, devido a problemas cardíacos. Pois bem, de lá pra cá, quase todo dia podemos ouvir uma discussão agressiva diferente.

Na de ontem, a mãe reclamava que a filha mais nova a excluía de tudo, que não a convidava para as reuniões de escolas, que não fazia questão de sair com ela e outras coisas do tipo. Por isto, travou uma verdadeira guerra. Chamava a menina de vagabunda, dizia que depois que a teve a vida dela virou um inferno, que a menina só amava ao pai e um monte de outras baboseiras do tipo de quem não conseguiu superar a perda do "bambino".

Ouvindo a discussão, eu comecei a me questionar como essa adolescente (a filha mais jovem) consegue viver numa casa tão conturbada como a dela. Como será que esta menina está desenvolmento a consciência crítica de mundo dela? Só de pensar me dá arrepio. Fico imaginando como ela pode se tornar uma pessoa amarga pelo fato de a mãe não ter conseguido se realizar com a chegada de mais uma criança. E o pior é que, em casos como esse, quase nada pode ser feito. Até já pensei em denunciar o caso pro conselho tutelar ou alguma entidade do ramo, mas confesso que tenho receio de acabar invadindo uma privacidade que não está ao meu alcance.

Sei que isso pode até soar como covardia, mas é que realmente eu encaro tudo de um ponto de vista delicado, que pode interferir diretamente na vida dessa garota. Tenho medo de denunciar, ela ser tirada de casa e acabar sofrendo um trauma ainda melhor.
Enfim..agora, só posso pedir que a hora do discernimento chegue o mais rápido possível!

BdeCastro.

Além fronteiras

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

LUTO PELAS MORTES NO CONGO!
SÓ ISSO!
NADA MAIS!

BdeCastro.

Olha a cocada...

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Jovem, lá pelos 25 anos, um sorrisão no rosto e um jeito ao mesmo tempo igual e diferente de ganhar a vida. Estava eu num Campus do Pici da vida, voltando do trabalho, quando, de repente, sobe um menino de sotaque carioca vendendo cocada no ônibus.

Foi só ele subir que quase todos os passageiros fecharam a cara e, certamente, de pronto pensaram: "ai, meu Deus, lá vem mais um pra dizer que poderia estar matando, pordeira estar roubando, poderia estar se prostituindo, mas está trabalhando". Inclusive eu pensei assim.

Só que o tal menino de sotaque carioca surpreendeu a todos. Começou o discurso dizendo: "gente, estou aqui pra vender esse produto que está fazendo muito sucesso em Amsterdã, na Alemanha, em Londres e em vários outros países da Europa. Essa é a cocada caseira, produzida em Messejana's island!".

Pronto! Depois disso, todo mundo caiu na gargalhada. E o guri continuou com o discurso entusiasmado: "comprando esse produto de qualidade internacional, você vai estar colaborando com a campanha Criança Esperança lá de casa". Essa rendeu outro motim de risos.

E ele foi em frente: "de cada dez nutricionistas, nove recomendam a minha cocada caseira. E o outro que não recomenda é porque ainda não experimentou. Eu tenho cocada de chocolate, de leite condensado e de doce de leite". Aí, não teve jeito. Além de achar graça em tudo, o povo começou a desembolsar as moedas e comprar a cocada da ilha de Messejana. Inclusive eu comprei.

Depois de comprar e comer o doce do menino piadista com sotaque carioca, eu pensei: "gente, já imaginou se cada um que subisse no ônibus pra vender esse tipo de produto decidisse brincar com os passageiros como esse garoto fez!?". Agindo daquela maneira, garanto que muita gente melhorou o estado de espírito com algumas boas risadas e ele ainda deixou a marca registrada de mercado dele.

É isso aí...quem sabe, faz a diferença!
E não é que a cocada era boa mesmo! Tomara que na próxima viagem no Campus do Pici, eu dê sorte de encontrar com o sorrisão humorista de novo!

BdeCastro.

E o cacete desceu

Quero deixar meu protesto em relação a uma cena que vi ontem pela tv!

Assistindo ao telejornal da TV Verdes Mares, reparei numa nota coberta falando sobre um protesto do MST na sede do Dnocs, em Fortaleza. Até aí, nenhum problema. O que me assustou foi o que veio depois disso: uma ação policial realizada no local.

Os PM's, que deveriam ter o controle de situações do tipo, fizeram justamento o contrário: chegaram agredindo os manifestantes e até apontando armas para as cabeças dos integrantes do MST. Que absurdo é esse, meu povo!? Porque isso tudo!? A manifestação dos sem-terra era pacífica! Pra quê tudo aquilo!?

Será possível que os responsáveis pela segurança pública no nosso estado nunca vão aprender como devem se portar em momentos como esse!? Se eles não sabem como se portar, quem sabe!? Nós, que não temos preparação alguma para manejar uma arma de fogo!?

Alguns dos que foram agredidos ontem ainda estão hospitalizados. E aí, quem vai arcar com as conseqüências!? Pelo visto, esse vai ser mais um caso impune! Uma pena!

BdeCastro.

"Se quiser voltar, tá perdoado"

Ela é filha de uma das maiores cantoras da música popular brasileira e se consagrou logo no primeiro álbum lançado. Porém, mesmo com um talento declarado e com uma mãe do nível de Elis Regina, Maria Rita sofre até hoje com os efeitos de ser filha de quem é.

Assim que começou sua carreira como cantora, essa jovem de voz suave foi comparada com a mãe e muita gente dizia que ela queria copiar o modelo que Elis tinha de cantar. As críticas foram superadas, e, logo em seguida, ela emplacou um segundo disco, que também fez muito sucesso em todo o Brasil e até em países da Europa. Mas, de novo, ela foi comparada com a mãe e ficou taxada como a voz esteriotipada.

Agora, ela lança outro cd, intitulado Samba meu, que, como o próprio nome já indica, traz sambas do começo ao fim. E querem saber de uma coisa!? Dessa vez, eu quero saber quem é que vai dizer que ela está copiando a mãe ou qualquer coisa do tipo! Nesse novo trabalho, Maria impõe sua marca definitiva de que trilha um caminho independente.

Para falar a verdade, eu nunca encarei a carreira dela como um plágio da Elis. E com o Samba meu, aí é que eu vou defender a bandeira de Maria como nunca. O cd está de muito bom gosto e valoriza as raízes e os talentos brasileiros. Um exemplo disso é a faixa que Maria Rita gravou com a Mangueira. Que música boa, minha gente!

E pra quem pensar em criticar Maria dessa vez, aí vai a citação de uma das letras que ela canta: "seja do jeito que for, eu te juro, meu amor, se quiser voltar, tá perdoado!".

BdeCastro.

O mal caratismo em alta...

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Ontem, a Rede Globo estreou mais uma novela em horário nobre. Agora, o título da bola da vez é Duas Caras. Agora, a bola da vez é influenciar o mal caratismo. Folhetim atrás de folhetim, o vício da Globo se tornou a reverência ao que deveria ser evitado. É incrível como essas novelas retratam, em sua grande parte, o lado ruim do ser humano.

Se você liga na novela das seis, encontra bruxas e bruxos confabulando a desgraça dos outros. Se pula pra das sete, tem um bando de desesperados representando os sete pecados capitais e também desgraçando a vida alheia. Se apela pra das oito pra ver se encontra alguma coisa que preste, vê cenas de sexo repetidamente e mais gente correndo atrás da derrota do vizinho.

Será que é mais barato produzir cenas assim!? Sim, porque essa é a única explicação que eu encontro pra justificar tanta baixaria e apelação na nossa teledramaturgia. O que é que custa se pensar cenas mais intelilgentes e elaboradas que transmitam mensagens otimistas!? O povo já sofre tanto com os problemas reais do dia-a-dia e ainda tem que encontrar mais problema quando decide ter um pouco de entretenimento na frente da telinha! Precisamos mudar!

Num horário nobre como o da novela das oito, a nossa digníssima globo bem que poderia adotar uma política de bom comportamento e passar a ter produções mais positivistas. Esse seria um começo, porque depois que ela iniciasse o processo, as outras emissoras que copiam desesperadamente o que a poderosa faz também apoiariam o movimento.

Não à baixaria; sim à produção teledramática com conteúdo!

BdeCastro.

Utopia!?

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Precisa dizer mais alguma coisa!? Acho que não! Quero iniciar essa semana com bons fluídos e a imagem retrata bem o que a gente precisa! Se todos reproduzissem a idéia de que um mundo melhor só se faz com esses cinco ingredientes, muita coisa ruim não aconteceria.

Alguns chegam e dizem: "Bruno, isso aí que você diz é utopia pura. Nunca iremos conseguir algo do tipo". Pois eu não concordo. Eu ainda acredito num mundo mais humanizado e sensível aos problemas alheios.

E para os pessimistas de plantão, aí vai um recado: "sorriam! Quando decidimos mostrar nossos dentes pras pessoas, as coisas acontecem muito mais facilmente".

BdeCastro.

PS.: essa foto é parte integrante do encarte do novo cd de Maria Rita, intitulado Samba meu.

Desesperadamente BBB

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Acho que nunca dei tanta risada na vida como nessa semana. Espiando o site do global Big Brother Brasil 8, vi cada aberração tentando entrar no programa que era difícil de acreditar. E olhe que eu não sou de ter pudores em alta quando o assunto é televisão...mas dessa vez foi demais!

Nessa edição, a Globo decidiu criar uma espécie de orkut na página do BBB, onde os internautas podem criar perfis para serem avaliados e participarem da seleção pro programa. E essa idéia eu louvo, porque foi uma 'sacada' muito boa. Porém, o 'nada bom' são os 'perfilados' do sítio global. Tem gente que se presta a cada papel...

Catando o perfil dos inscritos, encontrei gente que montou um álbum em poses 'sensuais' (isso, pra não dizer quase nuas!); outro que postou quase 100 fotos mostrando a rotina diária (rotina mesmo...desde o escovar de dentes até a troca de roupas pra dormir); outra só com as mãos cobrindo as 'partes de cima' (e as debaixo também); e por aí vai.

Será que fazer tudo isso vale mesmo a pena!? Bom..se pensarmos no retorno financeiro, COM CERTEZA a resposta é sim! Mas e quanto à ridicularização!? Isso mesmo: RIDICULARIZAÇÃO! Muita gente que adota esse posicionamento de apelar para entrar, acaba entrando é numa fria, porque a 'querida Globo' não poupa ninguém e veicula os vídeos mais 'fora do comum' no primeiro programa da edição, num quadro intitulado BBB, eu não fui.

Bom...por via das dúvidas, eu é que não vou arriscar em me escrever. Vai que a tentação de ganhar o milhão me leva a fazer alguma coisa 'incomum' e ele me jogam nesse quadro. Por enquanto, prefiro ficar no meu lugarzinho de telespectador alienado que acompanha as intrigas e paixões do reality quase que diariamente.

BdeCastro.

No fim das contas...

Ontem, a noite na televisão brasileira foi marcada pela inauguração da Record News, o mais novo canal de notícias em tempo integral no País.
Na festa de abertura da programação da emissora, 'autoridades' políticas, jornalistas, diretores da empresa e outros convidades pareciam estar com um mesmo discurso ensaiado. Todos diziam exatamente a mesma coisa: que esse era um marco para a televisão brasileira; que com a Record News o povo vai ter acesso a um canal de comunicação comprometido com a busca da verdade; que a realização dessa inauguração retrata a democracia no nosso País etc etc etc.

O que me chama a atenção é o fato de que esse falatório não passa de demagogia pura, pelo menos em sua maioria. É claro que o fato demais um canal de tevê ser disponibilizado para o grande público é um marco, mas até onde essa iniciativa é diferente das outras já existentes no mesmo ramo de produção em 'hard news'?

Ao meu ver, nada é muito fora do comum, como se afirmou tanto ontem. A começar pelo nome da emissora: Record News. No que ela difere de nomes como a Globo News e a Band News? No dim das contas, é tudo a mesma coisa. Só mudam os donos de cada canal. Nem a criatividade é posta à prova!

Outra semelhança é a estrutura visual dessas emissoras. Se repararmos, tudo também é bem parecido: os cenários dos programas; os estilos de escrita; os perfis dos apresentadores. Até as barras de ferramentas do canto da tela se assemelham. No fim das contas, tudo fica na mesma.

Isso, claro, sem contar que essa conversa de que vai ser um Jornalismo diferente também não cola muito fácil. Como é que se pode ser diferente, se as mesmas notícias são veiculadas pelas diferentes emissoras? Sim, porque uma não vai "dar furo" num fato, sabendo que a concorrente vai abrir o jornal com esse mesmo acontecimento. Então, onde está a diferença? No fim das contas...só resta rezar pra alguém dentro dessas redações resolver fazer alguma coisa menos usual.

BdeCastro.

E lá vem polêmica de novo...?

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Das duas uma - ou eu tenho minha base religiosa muito bem estruturada que não me deixa impressionar fácil, ou as pessoas de fato se deixam impressionar por qualquer coisa. Entenda o porquê de eu afirmar isto.

Ano passado, o mundo cinematográfico viveu momentos de fervor com o anúncio do filme O código Da Vinci, uma película gravada com base no livro homônimo de Dan Brown. Pois bem...essa febre de ansiedade também tomou conta de vários programas de televisào, estampou primeira páginas de jornais no mundo todo e fez com que a Igreja se manifestasse. Tudo, porque as obras questionam o teor de santidade de Jesus Cristo, afirmando, inclusive, que ele teve um affair com Maria Madalena e que existem descendentes de Cristo até hoje.

Como se não bastasse todo o estardalhaço da época, agora começa um novo ciclo de debates e especulações sobre um outro filme também estruturado em cima de uma obra de Dan Brown - o Anjos e Demônios. Nesse livro, o autor norte-americano também questiona posicionamentos religiosos e deixa passar críticas pesadas ao cristianismo e à Igreja.

Depois de ler isto, você pode se perguntar - e o que tem demais nisso? Bom...na minha opinião, realmente não há nada demais. Porém, nem todos pensam assim! Principalmente os que estão de olho nesse filme desde que ele foi aunciado. Muitos já anunciam que, assim como 'o código', essa segunda rodada de Brown na telona também vem para bater de frente com os preceitos religiosos, que a fé das pessoas vai ser abalada etc etc etc. Pra mim, isto não passa de balela!

Acredito piamente que um simples filme não é capaz de abalar nada em ninguém, principalmente no tocante à fé. Pelo menos comigo é assim! E tem mais - mesmo que o intuito do autor fosse criar uma sensação de verdade nos seus textos (o que não é verdade, e ele mesmo foi quem disse isso quando afirmou que suas obras não passam de pura ficção), o alcance do que vai pro cinema não é tão grande assim. Afinal, nem todo mundo pode custear uma entrada de R$ 8.00 só para ver um filme.

Então, meu povo, vamos deixar os espetáculos e as falsas expectativas de lado e nos preocupar mais com os problemas palpáveis e possíveis de serem solucionados. Desta forma, todos ganham muito mais!

BdeCastro.

O absurdo do absurdo

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Há tempos venho me empenhando em estudar um tema não muito discutido: o assédio moral. Você sabe o que é isso!? Se depois de pensar, sua resposta for não, não se assuste! Boa parte das pessoas que conheço sequer ouviu falar no termo, e quando ouviram, não sabem o que significa ao certo.

Pois bem, vamos explicitar. O assédio se caracteriza por relações de trabalhos prejudiciais, em que o trabalhador é exposto a situações humilhantes e que afetam sua produtividade no ambiente empresarial. Depois disso, você já consegue visualizar alguma coisa!? Se não, também não se assuste! Outra boa parte das pessoas que conheço também não tem nada em mente mesmo com a explicação.

E é exatamente essa desinformação sobre o assunto que faz com que o assédio moral seja tão recorrente em organizações do mundo todo. Diariamente, milhares de empregados são vitimados com esse tipo de violência psicológica e nada fazem simplesmente pelo fato de não saberem como reagir.

Mas o pior é que, além de não ser discutido, o assunto é um medo velado. Mesmo os que conhecem o assédio de perto, evitam falar sobre. Uma pena. Uma verdadeira pena, porque se tivéssemos mais assediados depondo e mostrando à sociedade que essa é uma prática criminosa, muitas outras pessoas poderiam ser poupadas de passar por algo do tipo.

Outro agravante que me salta a atenção é o fato de a nossa legislação não ter nenhum indicativo de punição para os agressores. Se essa questão não ocorresse assim, outros tantos casos seriam evitados.

Aí, você pensa: se não há punição, o assunto não é tão grave assim, certo!? ERRADO! Pode não dar a entender, mas a influência do assédio chega até à qualidade de vida do trabalhador. Muitos, inclusive, chegam a pensar ou tentar o suicídio pelo fato de estarem sendo afetados com a incidência do assédio moral no seu ambiente de trabalho.

E então...você vai ficar aí parado ou vai repassar esse absurdo para seus companheiros de escola, de faculdade, de trabalho ou do que quer que seja? Mudar essa realidade só depende de cada um de nós! MOVA-SE!


BdeCastro.

O dilema do centavo

terça-feira, 25 de setembro de 2007

É incrível como passamos corriqueiramente por situações que agridem nossos direitos enquanto consumidores e não nos damos conta! Nesta semana, fui, como de costume, a um shopping aqui da capital fazer uma ‘comprinha boba’. Não diferente das outras vezes, fui bastante objetivo: entrei na loja, escolhi o que queria e me dirigi ao caixa. Foi quando o vendedor me disse que meu total ‘terminava em 99’. Sabe aquelas contas que nunca são redondas, tipo: 3,99 e 5,99? Pois é, a minha era assim. Aí, eu pensei: será que se eu der o valor fechado vou receber o meu centavo de troco? Paguei para ver e a resposta veio logo em seguida: o produto embalado numa sacola e a nota fiscal. Só! Nada do centavo.

A minha reação foi igual a da grande maioria das pessoas: dei as costas e saí. Mas depois eu me perguntei: quanto uma grande loja fatura por dia, mês ou ano só com estes centavos embolsados ilegalmente? Sim, ilegalmente, porque nós, consumidores, temos o direito à exigência de cada centavo, cada real de volta, e é obrigação, e não favor, dos estabelecimentos comerciais de fazerem esta devolução. Esta na Lei!

Muitas lojas tentam burlar a legislação oferecendo mercadorias em troca, e o cliente, na maioria das vezes intimidado, acaba acatando a imposição. Gente!, é um absurdo saber que somos roubados de uma forma tão explícita e não fazemos nada. O povo brasileiro já anda a duras penas para ganhar, em sua grande parcela, míseros 380 reais no final do mês e uma coisa destas acontece sem que ninguém se indigne, sem que a mídia reclame. Até quando vamos continuar sendo enganados e vamos fingir que nada acontece?

Basta andar cinco minutos no centro de Fortaleza para notar o que digo. Neste pequeno intervalo de tempo, sem muita observação, encontramos uma série de lojas com anúncios ‘tentadores’ de 1,99 (já virou moda!). Só que o que não se diz é que este preço não é tão camarada assim. Aí, se fala que o produto está abaixo de dois reais, mas uma mensagem invisível vem em anexo: “seu centavo não volta para você. Conforme-se, vamos lucrar com a sua passividade”.

E a conformidade do povo é tanta, que quando perguntamos o preço de um produto vendido numa loja como essa, logo se ouve: “Ah, foi 1,99, ou melhor, 2,00!”. Isso é um absurdo! Nós somos cúmplices de um roubo que nos afeta direta e indiretamente. Precisamos conhecer mais nossa posição de consumidores. Caso contrário, nunca seremos aptos a uma reclamação. Eu ainda não voltei ao shopping para fazer compras, mas quando for, com certeza pedirei meu centavo. Exija o seu também!

BdeCastro.

Vírus do bem...

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Definitivamente, esse foi um fim de semana marcante na minha vida. E digo isso não da boca pra fora, mas porque fiquei, de fato, tocado com o que senti. Tanto, que decidi transcrever um pouco do momento e pedir a você que está lendo esse texto um pequeno/grande favor: fale o que sente!

Durante duas noites e dois dias, participei de um encontro de adolescentes e jovens. Até aí, tudo na mais perfeita ordem. O "problema" foi o que veio depois: um montante de demonstrações de carinho sem se pedir nada em troca. Isto me chamou a atenção! E não à toa, porque é difícil viver momentos como esse.

Você que está codificando essas linhas já passou por isso!? Você já teve várias pessoas ao seu redor distribuindo beijos e abraços de maneira espontânea e verdadeira!? Provavelmente não!

Hoje, as pessoas aderiram à uma moda estranha de amar às outras. É tudo muito frio, muito distante, como se todos tivessem medo de tocar o outro gratuitamente, como se ficassem com receio de dar um abraço, um beijo mais demorado, um cheiro ao pé do ouvido. Hoje, as relações se tornaram, em sua boa parte, distantes. O que é uma pena!

Creio que se cada um de nós recebesse demonstrações desse tipo, o mundo seria, certamente, bem melhor. Mas não porque todos receberiam tudo ao mesmo tempo, mas porque todos criariam o hábito de dar e receber carinho. Sim, porque dar e receber carinho é um hábito. Basta começar e você não vai querer parar mais. Em mim, esse hábito já existia, mas, depois desse fim de semana, garanto como vai ficar, no mínimo, três vezes maior.

Que tal você se contagiar com esse vírus que deixa a gente doido pra beijar, abraçar e amar as pessoas sem pensar em nada em troca, só pelo simples fato de gostar de gostar do outro?

BdeCastro.

Um aborto cultural...

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

'Zappiando' os canais enquanto assistia tv ontem, me deparei com um debate sobre a legalização do aborto no Brasil. Presentes no debate estavam deputados, estudiosos sociais e representantes de entidades ligadas à questão. A discussão foi bem interessante. Todas as versões foram ouvidas e a temática tomou um rumo aprofundado que me remeteu a um pensamento também aprofundado.

Depois que o programa acabou, me peguei pensando sobre o tema e percebi que essa é uma questão que se refere não só à reformulação constitucional ou qualquer coisa relativa a isso. Se refere sim à posicionamentos basicamente estruturados na nossa cultura. À nossa 'pobre' cultura. À nossa 'pobre' cultura de ignorância por opção ou exclusão.

Dizer que o aborto é uma agressão à vida, que infringe códigos de ética, que viola os direitos naturais da mulher de se ter um filho não colam mais pra mim. Agora, penso de uma maneira diferente: acho que antes de expor esses apontamentos, é necessário se indicar um modo de repensar nossa cultura, nosso modo de encarar as coisas.

Durante toda a história do nosso país, o povo brasileiro sempre foi muito privado do acesso a livros, à educação. Mas aí você se pergunta o que o alho tem com o bugalho. Mas tem sim. Se as pessoas que nós conhecemos tivessem um pouco mais de instrução, de história, de vivência mesmo, com certeza a visão que se tem do aborto hoje em dia seria diferente.

Não vou aqui dizer que sou contra ou a favor dessa tal legalização. O que quero deixar claro é que considero essencial uma reeducação social do nosso povo. Só assim vamos nos desvencilhar de posicionamentos pré-estabelecidos e embasados mertamente em paradigmas já existente. É fundamental que cada cidadão formule seu referencial crítico em fatos concretos. E isso só vai acontecer quando uma educação de qualidade vingar por aqui.

Quando isso acontecer, essa educação vai deixar as mães que hoje mal sabem o que é um pré-natal devidamente informadas sobre como agir em situãções de risco ou em ações habituais de uma gravidez. Também ficariam mais bem informadas sobre as inúmeras formas de prevenção e projetos beneficentes de apoio à formação de uma criança.

É isso que defendo: uma cultura de inclusão e não de exclusão!

BdeCastro.

Escrita em preto

O Ceará está de luto!
Ontem, um dos maiores nomes do Jornalismo e da História local se mudou pro andar de cima. Eduardo Campos, tão conhecido pelos seus trabalhos literários, não resistiu às complicações de um AVC hemorrágico. Hoje, a sociedade cearense veste preto e lamenta a perda.

E uma perda de peso, pois além dos trabalhos divulgados, Eduardo (ou simplesmente 'Manuelito') também representa toda uma classe de profissionais engajados com lutas sociais e de compromisso com a verdade. Sua atuação se compara à importância de nomes como o da professora Adísia Sá, tão reverenciada pelos colegas jornalistas.

No espaço do texto de hoje, quero deixar aqui meus pêsames à família deste profissional que também tive o prazer de conhecer e entrevistar. Um homem que, antes mesmo de se ter um contato mais próximo, já encantava só com gestual. Mas, da mesma forma, quero aproveitar para lançar um alerta à frota de estudantes de Jornalismo que está neste momento nas salas de aula das sete faculdades de Comunicação Social existentes em Fortaleza: SIGAM O EXEMPLO DE EDUARDO! SEJAM JORNALISTAS COM 'J' MAIÚSCULO E COM ORGULHO DE EXERCER UMA PROFISSÃO TÃO IMPORTANTE PARA A FORMAÇÃO DE SERES CRÍTICOS!

Fica aqui minha tristeza pela perda de alguém como Eduardo Campos, mas também minha alegria por seguir a mesma profissão deste homem. Um dia, quero chegar a um terço do que ele representou pro nosso povo.
Crédito da foto: Carol Domingues. Imagem divulgada no site do jornal Diário do Nordeste.

BdeCastro.

Faça o que eu digo...

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Hoje, acompanhando o pronunciamento de um deputado na sessão da Assembléia Legislativa, ouvi do parlamentar a seguinte frase: "essas críticas à gestão da prefeita Luizianne Lins precisam diminuir, pois não levam a lugar nenhum". Parando um pouco, resolvi analisar a fala e cheguei à conclusão que é bem por aí mesmo, sabe!?

Não vou aqui dizer que a gestão 'Fortaleza Bela' é realmente bela e não tem problemas, mesmo porque seria, no mínimo, hipocrisia, mas acho que temos de por algumas peças no lugar. As atuais administrações assumiram tanto a capital como o estado por inteiro numa situação, digamos, complicada. Dívidas e dívidas se acumulando, projetos pendentes e tudo mais que é noticiado diariamente nos meios de comunicação. Será que isso não merece crédito!? Será que avaliar o cenário em que as coisas foram entreguem não é importante para uma análise administrativa!? Será!?

Creio que boa parte das dificuldades de uma gestão seria aliviada se a população colaborasse. Exatamente! A mesma população que fez campanha, que participou de carreata, que lutou por votos para seu candidato é, no meu modo de encarar os fatos, a que mais soma em falhas estruturais de governo. Certo é que se tipificou que a responsabilidade de se fazer uma boa administração é responsabilidade apenas dos parlamentares, quando, na verdade, é uma ação conjunta. É impossível governar sem a colaboração intensa do povo. Afinal, nós vivemos uma democracia, não é!?

Talvez, o problema das gestões municipais e estaduais seja o mesmo da seleção brasileira de futebol: ter técnicos demais. No fim das contas, todo mundo aponta soluções pros problemas que surgem, mas poucos se empenham em por tudo em prática. Poucos mesmo!

Então...alguém aí se candidata à vaga da Prefeitura ano que vem!?

BdeCastro.