Há tempos venho me empenhando em estudar um tema não muito discutido: o assédio moral. Você sabe o que é isso!? Se depois de pensar, sua resposta for não, não se assuste! Boa parte das pessoas que conheço sequer ouviu falar no termo, e quando ouviram, não sabem o que significa ao certo.O absurdo do absurdo
quarta-feira, 26 de setembro de 2007
Há tempos venho me empenhando em estudar um tema não muito discutido: o assédio moral. Você sabe o que é isso!? Se depois de pensar, sua resposta for não, não se assuste! Boa parte das pessoas que conheço sequer ouviu falar no termo, e quando ouviram, não sabem o que significa ao certo.O dilema do centavo
terça-feira, 25 de setembro de 2007
É incrível como passamos corriqueiramente por situações que agridem nossos direitos enquanto consumidores e não nos damos conta! Nesta semana, fui, como de costume, a um shopping aqui da capital fazer uma ‘comprinha boba’. Não diferente das outras vezes, fui bastante objetivo: entrei na loja, escolhi o que queria e me dirigi ao caixa. Foi quando o vendedor me disse que meu total ‘terminava em 99’. Sabe aquelas contas que nunca são redondas, tipo: 3,99 e 5,99? Pois é, a minha era assim. Aí, eu pensei: será que se eu der o valor fechado vou receber o meu centavo de troco? Paguei para ver e a resposta veio logo em seguida: o produto embalado numa sacola e a nota fiscal. Só! Nada do centavo.
A minha reação foi igual a da grande maioria das pessoas: dei as costas e saí. Mas depois eu me perguntei: quanto uma grande loja fatura por dia, mês ou ano só com estes centavos embolsados ilegalmente? Sim, ilegalmente, porque nós, consumidores, temos o direito à exigência de cada centavo, cada real de volta, e é obrigação, e não favor, dos estabelecimentos comerciais de fazerem esta devolução. Esta na Lei!
Muitas lojas tentam burlar a legislação oferecendo mercadorias em troca, e o cliente, na maioria das vezes intimidado, acaba acatando a imposição. Gente!, é um absurdo saber que somos roubados de uma forma tão explícita e não fazemos nada. O povo brasileiro já anda a duras penas para ganhar, em sua grande parcela, míseros 380 reais no final do mês e uma coisa destas acontece sem que ninguém se indigne, sem que a mídia reclame. Até quando vamos continuar sendo enganados e vamos fingir que nada acontece?
Basta andar cinco minutos no centro de Fortaleza para notar o que digo. Neste pequeno intervalo de tempo, sem muita observação, encontramos uma série de lojas com anúncios ‘tentadores’ de 1,99 (já virou moda!). Só que o que não se diz é que este preço não é tão camarada assim. Aí, se fala que o produto está abaixo de dois reais, mas uma mensagem invisível vem em anexo: “seu centavo não volta para você. Conforme-se, vamos lucrar com a sua passividade”.
E a conformidade do povo é tanta, que quando perguntamos o preço de um produto vendido numa loja como essa, logo se ouve: “Ah, foi 1,99, ou melhor, 2,00!”. Isso é um absurdo! Nós somos cúmplices de um roubo que nos afeta direta e indiretamente. Precisamos conhecer mais nossa posição de consumidores. Caso contrário, nunca seremos aptos a uma reclamação. Eu ainda não voltei ao shopping para fazer compras, mas quando for, com certeza pedirei meu centavo. Exija o seu também!
BdeCastro.
Vírus do bem...
segunda-feira, 24 de setembro de 2007
Definitivamente, esse foi um fim de semana marcante na minha vida. E digo isso não da boca pra fora, mas porque fiquei, de fato, tocado com o que senti. Tanto, que decidi transcrever um pouco do momento e pedir a você que está lendo esse texto um pequeno/grande favor: fale o que sente!Um aborto cultural...
quinta-feira, 20 de setembro de 2007
'Zappiando' os canais enquanto assistia tv ontem, me deparei com um debate sobre a legalização do aborto no Brasil. Presentes no debate estavam deputados, estudiosos sociais e representantes de entidades ligadas à questão. A discussão foi bem interessante. Todas as versões foram ouvidas e a temática tomou um rumo aprofundado que me remeteu a um pensamento também aprofundado.Escrita em preto
Faça o que eu digo...
terça-feira, 18 de setembro de 2007
Hoje, acompanhando o pronunciamento de um deputado na sessão da Assembléia Legislativa, ouvi do parlamentar a seguinte frase: "essas críticas à gestão da prefeita Luizianne Lins precisam diminuir, pois não levam a lugar nenhum". Parando um pouco, resolvi analisar a fala e cheguei à conclusão que é bem por aí mesmo, sabe!?Os fones da individualização
segunda-feira, 17 de setembro de 2007
À primeira vista, esse pode ser um fato simples. Porém, me preocupa encarar uma perspectiva como essa. E me preocupa porque, cada vez mais, as pessoas se fecham no seu universo e deixam de lado o contato com o resto do mundo.
Nos últimos anos, já inventaram de tudo: os carros ficaram modernos, uma tal de internet foi criada e disponibilizada pra gente, os aparelhos eletroeletrônicos diminuíram de tamanho etc etc etc. E com essas transformações, mudou também o modo de vida da população. O povo de hoje tem receio de tocar o outro. As pessoas se voltaram para suas individualizações. E o que os fones de ouvido têm com isso!? Vamos pensar na causa-efeito: se você andas com seus fones de ouvido, você consegue reparar no que acontece à sua volta? Provavelmente a resposta é negativa. E é assim não porque você não se interessa, mas sim porque você volta sua atenção para outras formas de comunicação. Nesse caso, a música.
Até a maneira de se relacionar das pessoas mudou. Hoje, nem pra se ter filhos é necessário o contato físico. Quem quiser saber os segredos da maternidade/paternidade basta ter dinheiro suficiente pra pagar uma inseminação artificial. Conclusão: larguemos os fones de ouvido. E quanto às formas de reprodução, eu prefiro o modo tradicional. Ou melhor: eu prefiro todas as formas tradicionais.
BdeCastro.
A moda do 'arrasta'
sexta-feira, 14 de setembro de 2007
Pronto..., virou moda! Agora, quase td semana a gente dá conta de alguém que, depois de ser assaltado ou sequestrado, é arrastado por metros e metros. Gente, só de ler esse tipo de notícia, já me dá arrepio.O frenesi do consumismo
quarta-feira, 12 de setembro de 2007
Pernas, pés, braços e mãos alucinadas. A loucura para comprar as tentações dos shoppings me era visivelmente notada numa certa tarde de sábado, em Fortaleza. Pessoas entrando e saindo, crianças chorando e pedindo. Tudo conspirava para mais um final feliz do comércio. Os preços, apesar de não emitirem nenhum som, nenhum ruído, faziam com que o alarde fosse maior, quase ensurdecedor. Mas os sujeitos ativos da situação sequer reparavam no entra e sai. Deliravam demais para se ocuparem com outras pessoas que também estavam ocupadas demais com os mesmos desafios de aquisição ao máximo em condições inacreditáveis de pagamento.Trocado abençoado
segunda-feira, 10 de setembro de 2007
Ontem, o desfecho de uma cena me chamou atenção!Não sou muito adepto a essa moda, mas decidi ver até onde a história ia. Bem...o tal garoto fez o serviço, veio em minha direção e logo pediu um trocado. Eu também deicidi ver até onde isso ia, e, pra minha surpresa, o gesto que o garoto fez me deixou a certeza de que tinha feito a coisa certa em dar aquele dinheiro.
Assim que colocou as moedas no bolso, o menino ergueu as mãos e fez o sinal da cruz em agradecimento pelo trocado recebido. O trocado que, pra mim, não tinha tanta importância, mas que pra ele era essencial.
Daí, eu fico pensando em tanta gente que tem tudo e só vive de reclamar. Reclama porque não comprou o cd do momento, reclama porque ainda não tem aquela calça que todos os colegas têm, reclama porque passou o fim de semana viajando, mas queria mesmo era estar em fazendo compras...Enfim, reclama de tudo simplesmente pelo prazer de reclamar.
Acho que o remédio pra essas pessoas seria um dia de trabalho duro no sinal com o rodinho na mão esperando o sinal abrir pra limpar o vidro dos carros alheios. Talvez dessa forma elas abrissem os olhos pra coisas mais importantes na vida - coisas que muitas vezes a gente não percebe, como a força que simples moedas têm na vida de outra pessoa.
Ainda bem que decidi dar os tais trocados. Ajudei alguém e vi que consegui mudar o destino do garoto. O problema é quando isso se torna um vício..., mas aí já é outra história.
BdeCastro.


